Terça-feira, Maio 29, 2007
Continua noutro sítio...
Segunda-feira, Maio 14, 2007
E de repente senti uma necessidade enorme de escrever, de gritar o que me vai cá dentro.
Pela cabeça passa-me uma pergunta: Mas porque é que deixaste de escrever? É uma coisa que gostavas tanto de fazer...
Não, não é altura de te menosprezares e dizeres que se o fizeste foi por isto, aquilo o ou aqueloutro e que a culpa, de qualquer forma é tua.
Agora é apenas altura de agarrar no teclado, qual papel e caneta se trate e começares a deitar cá para fora o que te vai na alma. Palavra a palavra, letra a letra.
Pois é... parece que estou de volta
Pela cabeça passa-me uma pergunta: Mas porque é que deixaste de escrever? É uma coisa que gostavas tanto de fazer...
Não, não é altura de te menosprezares e dizeres que se o fizeste foi por isto, aquilo o ou aqueloutro e que a culpa, de qualquer forma é tua.
Agora é apenas altura de agarrar no teclado, qual papel e caneta se trate e começares a deitar cá para fora o que te vai na alma. Palavra a palavra, letra a letra.
Pois é... parece que estou de volta
Domingo, Fevereiro 11, 2007
Já aqui não escrevo há mais de dois meses. Não perdi o "bichinho" de traduzir em palavras o que sinto e o que se passa na minha cabeça. Porque acima de tudo o blog acabou por se tornar numa forma de pôr as ideias em ordem e procurar dar alguma arrumação aos meus pensamentos.
Não tenho escrito porquê? Tenho de o assumir com frontalidade. Não tenho escrito por "vergonha". Aqui leia-se vergonha não perante alguém, mas perante única e exclusivamente a minha própria consciência. Talvez porque ao descrever aquilo por que tenho passado ao longo destes últimos tempos pusesse a nú o quanto alguém pode suportar. Não vou dizer que sou uma desgraçadinha, porque há quem tenha problemas bem piores e muitos deles, infelizmente, sem solução. Mas são os meus e é com estes que tenho de viver no dia-a-dia.
Tenho passado um mau bocado com o Nuno e por causa do Nuno. Quando penso que nada de pior me pode acontecer ou que não há mais nada que ele me diga que me pode magoar ou fazer sofrer... surpresa. Há. Se já bati no fundo? Já bati tantas vezes que acho que o fundo é algo que já não existe de tantas vezes que lá bati nos últimos meses.
Ontem, já a madrugada ia longa, disse-lhe pela terceira ou quarta vez que era a última vez que nos íamos ver. Não espero que seja como as vezes anteriores que passados dois ou três dias já estavamos "enrolados" novamente. Ambos percebemos que não é isso que vai acontecer. Até pelas horas que ele demorou a sair depois de lhe ter "comunicado" uma decisão que ele já tinha percebido desde a primeira vez que olhara pra mim ao início da tarde. Acho que ambos quisemos guardar bem na memória o último abraço. Ainda quase que o consigo sentir, diga-se.
Foram precisas muitas horas para o conseguir dizer. Perdi o número às vezes que ao longo do dia fiquei sem voz e as lágrimas teimavam em saltar dos olhos só de pensar no que ia dizer e nas saudades que já começava a sentir ainda ele não saira de perto de mim.
E cinco meses depois de começar tudo acaba. Foram só cinco meses? Xi... só passaram cinco meses. Depois de uma noite em que não dormi, porque só conseguimos despegar de um longo abraço já a luz do dia se fazia sentir, muitos momentos me passam pela memória. Momentos felizes, claro. Sorrisos, olhares. Palavras que vão ficar ligadas a nós. Momentos maus, imensos. Demais do que seria suposto.
A nossa relação começou com um equívoco. Ele foi dizendo ontem: "Não podes ser tão distraída". Eu sou distraída, mas não sou assim tão distraída. Podia dizer que a culpa é só dele, que que não tem disponibilidade para, simplesmente não se apaixona. Eu pelo menos sou assim. E acredito sempre que as pessoas são todas assim. Sim, é evidente que não sou ingénua e sei que a vida não é branca ou preta, tem zonas cinzentas. Mas eu não pedi para ser incluída no meio de uma relação interrompida. Não pedi para me apaixonar.
Aconteceu. E nisso somos os dois culpados. Mas estas coisas não se escolhem, acontecem. Ou melhor, sentem-se. Tem sido muito duro. Primeiro não me contou o que tinha acontecido menos de um mês antes de nos termos conhecido... o fim de uma relação daquelas que marcam e muito. Eu não adivinho. Até dada altura fui aprendendo a ler nos sinais que me eram dados o que ele sentia e o que se ia (ou não passando).
Soube desde essa altura que ia "perder" ou melhor, que já tinha perdido. Perco sempre. Desta vez não ia ser diferente. Se fosse só uma questão de "cama", provavelmente nem um mês eu teria aguentado. Mas, infelizmente, não era disso que se tratava. Os sentimentos estavam lá. Em intensidades diferentes, muito diferentes, mas estavam. Até à altura em que falar na outra relação se tornou algo "banal" fui alimentando a secreta, muito secreta esperança, da situação se alterar, até porque existiam sentimentos.
Mas depois de ter ouvido o que nenhuma mulher espera alguma vez ouvir e ter conseguido manter o sangue frio ou lá o que quer que seja uma, duas, três vezes. Deixa de ser amor, paixão, chamem-lhe o que quiserem para passar a ser tortura. Porque há coisas que uma vez ouvidas se repetem dentro da cabeça vezes e vezes e vezes sem conta.
Fui tentando (e sei que consegui) estar no local certo sempre que ele precisou de mim. O mesmo não aconteceu. Cá está, as tais intensidades diferentes. Dei a mão, o ombro quando foi necessário. Fiz o que podia e o que não podia. Mas não dá mais. O que é que me falta fazer? Talvez entregá-lo de bandeja à "outra parte". Não não sou altruísta, nem masoquista. Apenas acredito que as pessoas têm que seguir os seus sentimentos e que não é reprimindo alguém que consigo algo de bom para mim. Acredito no destino e acredito que o que é nosso a nós nos vem ter. Por isso, ao deixar ir, estou apenas a deixar que o destino siga o seu curso. E acredito piamente que o futuro, um futuro que nos una, é coisa que não existe.
O que é que me resta agora? Esperar que o tempo passe e que eu consiga ultrapassar. Só lhe pedi uma coisa ontem e bem simples por sinal. Pedi-lhe que se algum dia perceber que errou no que diz respeito a nós os dois que volte atrás. É o mínimo que eu mereço.
Não tenho escrito porquê? Tenho de o assumir com frontalidade. Não tenho escrito por "vergonha". Aqui leia-se vergonha não perante alguém, mas perante única e exclusivamente a minha própria consciência. Talvez porque ao descrever aquilo por que tenho passado ao longo destes últimos tempos pusesse a nú o quanto alguém pode suportar. Não vou dizer que sou uma desgraçadinha, porque há quem tenha problemas bem piores e muitos deles, infelizmente, sem solução. Mas são os meus e é com estes que tenho de viver no dia-a-dia.
Tenho passado um mau bocado com o Nuno e por causa do Nuno. Quando penso que nada de pior me pode acontecer ou que não há mais nada que ele me diga que me pode magoar ou fazer sofrer... surpresa. Há. Se já bati no fundo? Já bati tantas vezes que acho que o fundo é algo que já não existe de tantas vezes que lá bati nos últimos meses.
Ontem, já a madrugada ia longa, disse-lhe pela terceira ou quarta vez que era a última vez que nos íamos ver. Não espero que seja como as vezes anteriores que passados dois ou três dias já estavamos "enrolados" novamente. Ambos percebemos que não é isso que vai acontecer. Até pelas horas que ele demorou a sair depois de lhe ter "comunicado" uma decisão que ele já tinha percebido desde a primeira vez que olhara pra mim ao início da tarde. Acho que ambos quisemos guardar bem na memória o último abraço. Ainda quase que o consigo sentir, diga-se.
Foram precisas muitas horas para o conseguir dizer. Perdi o número às vezes que ao longo do dia fiquei sem voz e as lágrimas teimavam em saltar dos olhos só de pensar no que ia dizer e nas saudades que já começava a sentir ainda ele não saira de perto de mim.
E cinco meses depois de começar tudo acaba. Foram só cinco meses? Xi... só passaram cinco meses. Depois de uma noite em que não dormi, porque só conseguimos despegar de um longo abraço já a luz do dia se fazia sentir, muitos momentos me passam pela memória. Momentos felizes, claro. Sorrisos, olhares. Palavras que vão ficar ligadas a nós. Momentos maus, imensos. Demais do que seria suposto.
A nossa relação começou com um equívoco. Ele foi dizendo ontem: "Não podes ser tão distraída". Eu sou distraída, mas não sou assim tão distraída. Podia dizer que a culpa é só dele, que que não tem disponibilidade para, simplesmente não se apaixona. Eu pelo menos sou assim. E acredito sempre que as pessoas são todas assim. Sim, é evidente que não sou ingénua e sei que a vida não é branca ou preta, tem zonas cinzentas. Mas eu não pedi para ser incluída no meio de uma relação interrompida. Não pedi para me apaixonar.
Aconteceu. E nisso somos os dois culpados. Mas estas coisas não se escolhem, acontecem. Ou melhor, sentem-se. Tem sido muito duro. Primeiro não me contou o que tinha acontecido menos de um mês antes de nos termos conhecido... o fim de uma relação daquelas que marcam e muito. Eu não adivinho. Até dada altura fui aprendendo a ler nos sinais que me eram dados o que ele sentia e o que se ia (ou não passando).
Soube desde essa altura que ia "perder" ou melhor, que já tinha perdido. Perco sempre. Desta vez não ia ser diferente. Se fosse só uma questão de "cama", provavelmente nem um mês eu teria aguentado. Mas, infelizmente, não era disso que se tratava. Os sentimentos estavam lá. Em intensidades diferentes, muito diferentes, mas estavam. Até à altura em que falar na outra relação se tornou algo "banal" fui alimentando a secreta, muito secreta esperança, da situação se alterar, até porque existiam sentimentos.
Mas depois de ter ouvido o que nenhuma mulher espera alguma vez ouvir e ter conseguido manter o sangue frio ou lá o que quer que seja uma, duas, três vezes. Deixa de ser amor, paixão, chamem-lhe o que quiserem para passar a ser tortura. Porque há coisas que uma vez ouvidas se repetem dentro da cabeça vezes e vezes e vezes sem conta.
Fui tentando (e sei que consegui) estar no local certo sempre que ele precisou de mim. O mesmo não aconteceu. Cá está, as tais intensidades diferentes. Dei a mão, o ombro quando foi necessário. Fiz o que podia e o que não podia. Mas não dá mais. O que é que me falta fazer? Talvez entregá-lo de bandeja à "outra parte". Não não sou altruísta, nem masoquista. Apenas acredito que as pessoas têm que seguir os seus sentimentos e que não é reprimindo alguém que consigo algo de bom para mim. Acredito no destino e acredito que o que é nosso a nós nos vem ter. Por isso, ao deixar ir, estou apenas a deixar que o destino siga o seu curso. E acredito piamente que o futuro, um futuro que nos una, é coisa que não existe.
O que é que me resta agora? Esperar que o tempo passe e que eu consiga ultrapassar. Só lhe pedi uma coisa ontem e bem simples por sinal. Pedi-lhe que se algum dia perceber que errou no que diz respeito a nós os dois que volte atrás. É o mínimo que eu mereço.
Quinta-feira, Novembro 30, 2006
Tanta insistência pra quê?
Insististe para voltar porquê? Pra me magoar mais uma vez? Tens ideia do quão egoísta foste nestes últimos dias e do quanto me magoaste? Achas que eu mereço?Porque raio não me deixaste sossegada no meu canto?
A parva fui eu que voltei atrás no que tinha decidido. Realmente, a culpada sou eu. Quem quer algo luta e conserva. Não foi isso que aconteceu. Queres estar comigo? Prova-o, demonstra-o. Não me faças isto. Ou então faz. Faz e assume. Assume os teus objectivos e prioridades de vida. Sim, porque é claro - só não vê quem não quer ver - que esses teus objectivos e prioridades não passam por mim.
Quanto a esses teus objectivos e prioridades, não tenho nada a dizer. Está mais do que comprovado que eu não faço parte desse mundo. Por isso, está na altura de o assumires e me deixares ir em frente. Não digas coisas que não sentes. Não digas que queres estar comigo quando se torna óbvio que não queres. Porque se quisesses estavas e não me fazias sofrer.
Sempre ouvi dizer que quem ama conserva. Não vou tão longe, porque já me disseste que não é amor. Mas digo de outra forma: quem gosta conserva. E antes de dizeres "eu só cometo erros" ou "desculpa", pensa antes: quando erras alguém sofre as consequências desse erro e as desculpas não se pedem... evitam-se.
Quando pensava que não pode ser pior. Surpresa, foi. Aliás, está a ser. Se não protestei? Realmente, até comecei a protestar. Mas, bem vistas as coisas, começo a não ter nada para dizer. Se achas bem... cada um com a sua consciência. Quanto ao "se eu não gostar de mim... quem gostará"... cuidado, porque quando pensamos demasiado em nós, acabamos por estar a magoar alguém. Mas isso não é nada de novo. Tu sabes disso.
Tu próprio já me disseste que provavelmente no meu lugar já tinhas mandado a outra pessoa dar uma volta. É nestas alturas que pergunto a mim própria porque é que ainda não o fiz? Pois é, já fiz. Mas voltei atrás. Burra, parva, etc, etc.
Sabes o que me magoa ainda mais? É o não teres coragem de me enfrentar. Eu até já sei quando isso vai (não) acontecer. Aconteceu hoje, como ontem. Se vai acontecer mais vezes? Não sei. Acho mal, mas também - e para não variar - o que eu acho pouco interessa.
A parva fui eu que voltei atrás no que tinha decidido. Realmente, a culpada sou eu. Quem quer algo luta e conserva. Não foi isso que aconteceu. Queres estar comigo? Prova-o, demonstra-o. Não me faças isto. Ou então faz. Faz e assume. Assume os teus objectivos e prioridades de vida. Sim, porque é claro - só não vê quem não quer ver - que esses teus objectivos e prioridades não passam por mim.
Quanto a esses teus objectivos e prioridades, não tenho nada a dizer. Está mais do que comprovado que eu não faço parte desse mundo. Por isso, está na altura de o assumires e me deixares ir em frente. Não digas coisas que não sentes. Não digas que queres estar comigo quando se torna óbvio que não queres. Porque se quisesses estavas e não me fazias sofrer.
Sempre ouvi dizer que quem ama conserva. Não vou tão longe, porque já me disseste que não é amor. Mas digo de outra forma: quem gosta conserva. E antes de dizeres "eu só cometo erros" ou "desculpa", pensa antes: quando erras alguém sofre as consequências desse erro e as desculpas não se pedem... evitam-se.
Quando pensava que não pode ser pior. Surpresa, foi. Aliás, está a ser. Se não protestei? Realmente, até comecei a protestar. Mas, bem vistas as coisas, começo a não ter nada para dizer. Se achas bem... cada um com a sua consciência. Quanto ao "se eu não gostar de mim... quem gostará"... cuidado, porque quando pensamos demasiado em nós, acabamos por estar a magoar alguém. Mas isso não é nada de novo. Tu sabes disso.
Tu próprio já me disseste que provavelmente no meu lugar já tinhas mandado a outra pessoa dar uma volta. É nestas alturas que pergunto a mim própria porque é que ainda não o fiz? Pois é, já fiz. Mas voltei atrás. Burra, parva, etc, etc.
Sabes o que me magoa ainda mais? É o não teres coragem de me enfrentar. Eu até já sei quando isso vai (não) acontecer. Aconteceu hoje, como ontem. Se vai acontecer mais vezes? Não sei. Acho mal, mas também - e para não variar - o que eu acho pouco interessa.
Terça-feira, Novembro 21, 2006
Recaída parte I
Tenho que focar e ser forte. Estou bem melhor sozinha. Não posso voltar a ceder.
....
Mas é tão difícil
....
Mas é tão difícil
Quarta-feira, Novembro 15, 2006
Domingo, Novembro 12, 2006
Estou cansada
Pergunto a mim mesma como tenho conseguido suportar a situação. Não sei. Esta semana foi muito dura. Muito mesmo. Sinto-me a ficar sem forças para aguentar algo que não tem saída possível.
Porque cheguei até aqui? Talvez porque, apesar de tudo, te sentia ao pé de mim. Não foi o que aconteceu esta semana. Realmente, se assim é, porquê continuar? Disse-te ontem, que não sei quanto tempo mais vou aguentar. Deve ter sido a primeira vez que me ouviste dizer que vou desistir de nós. Não foi uma ameaça. Não tem mesmo nada a ver com isso. Foi apenas uma constatação, ou um aviso, para não seres apanhado de surpresa. Já muito eu aguentei, apeteceu-me dizer. Outra coisa que me apeteceu perguntar-te foi: se estivesses no meu lugar o que fazias?
Mas não o perguntei. Porque ninguém aguenta. Não mesmo. Tenho marcado a mim mesma prazos para pôr fim a esta situação. Tenho-os adiado sistematicamente. Não tenho razões para que isso aconteça. Simplesmente perco a coragem. Durante a semana que agora termina estipulei que a nossa relação ou lá o que isto é não passava de hoje (domingo). Não sei se o vou fazer. Sinceramente não sei.
Sei apenas que estou cansada. Que já não tenho forças para disfarçar que está tudo bem, que não se passa nada. Ontem viste-me chateada por uma coisa sem importância. Sabes porquê? Porque será que me passo com coisas que aparentemente não têm significado e, ao mesmo tempo, ignoro outras que me magoam tanto?
Sabes que coisas foram essas? A fotografia, o horário em cima da cama, que tinhas acabado de estar a olhar antes de eu chegar, entre outras coisas. Ignorei, fingi que não vi. Mas doeu tanto. Na altura pensei: vieste aqui ver uma pessoa que está doente. Vais ignorar tudo o resto, porque não é altura. Posso ter ignorado, mas ainda dói. As imagens continuam a martelar-me na cabeça. Se estou a exagerar? Sabes bem que não.
As minhas reacções têm-me surpreendido. Se primeiro pensei que estava anestesiada, agora acho que não há nada que explique eu suportar esta situação. Parece que estou parva. (Quer dizer, não parece, só posso mesmo estar)
Porque cheguei até aqui? Talvez porque, apesar de tudo, te sentia ao pé de mim. Não foi o que aconteceu esta semana. Realmente, se assim é, porquê continuar? Disse-te ontem, que não sei quanto tempo mais vou aguentar. Deve ter sido a primeira vez que me ouviste dizer que vou desistir de nós. Não foi uma ameaça. Não tem mesmo nada a ver com isso. Foi apenas uma constatação, ou um aviso, para não seres apanhado de surpresa. Já muito eu aguentei, apeteceu-me dizer. Outra coisa que me apeteceu perguntar-te foi: se estivesses no meu lugar o que fazias?
Mas não o perguntei. Porque ninguém aguenta. Não mesmo. Tenho marcado a mim mesma prazos para pôr fim a esta situação. Tenho-os adiado sistematicamente. Não tenho razões para que isso aconteça. Simplesmente perco a coragem. Durante a semana que agora termina estipulei que a nossa relação ou lá o que isto é não passava de hoje (domingo). Não sei se o vou fazer. Sinceramente não sei.
Sei apenas que estou cansada. Que já não tenho forças para disfarçar que está tudo bem, que não se passa nada. Ontem viste-me chateada por uma coisa sem importância. Sabes porquê? Porque será que me passo com coisas que aparentemente não têm significado e, ao mesmo tempo, ignoro outras que me magoam tanto?
Sabes que coisas foram essas? A fotografia, o horário em cima da cama, que tinhas acabado de estar a olhar antes de eu chegar, entre outras coisas. Ignorei, fingi que não vi. Mas doeu tanto. Na altura pensei: vieste aqui ver uma pessoa que está doente. Vais ignorar tudo o resto, porque não é altura. Posso ter ignorado, mas ainda dói. As imagens continuam a martelar-me na cabeça. Se estou a exagerar? Sabes bem que não.
As minhas reacções têm-me surpreendido. Se primeiro pensei que estava anestesiada, agora acho que não há nada que explique eu suportar esta situação. Parece que estou parva. (Quer dizer, não parece, só posso mesmo estar)
Sexta-feira, Outubro 27, 2006
Finalmente
Finalmente, tiveste coragem para me contar o que se passa (ou passou, sei lá). Realmente, devo ter um ar muito mau e muito assustador, a avaliar pelo tempo que demoraste para o fazer. Não,não me estou a referir às últimas semanas, estou apenas a referir-me ao tempo que demoraste a começar a fazê-lo há duas ou três noites atrás.
Dói menos saber do que não saber, sabias?
Já me estava a fazer confusão a tua hesitação. Sim, porque eu esperei calma e serenamente que, finalmente, me contasses.
Se custou? Bastante.
Principalmente, porque sei que controlavas todas as minhas reacções. E eu sabia (e sei) que era uma altura para ser forte, porque se não o fosse só ia tornar as coisas piores. É muito difícil controlar as emoções e foi isso que eu passei aquela noite a fazer. E se calhar ainda o continuo a fazer hoje. Sorrio, quando não tenho vontade de o fazer. Não digo o que me vai cá dentro e que está a arder.
Queres saber o que sinto por ti? Já sabes, por isso para quê repetir? Assim é mais fácil, não?
Depois do que me disseste só uma parva não salta fora. Sim, porque deve ser mesmo isso que eu sou. Será que vou aguentar saber que se vai reaproximar de ti e vai estar ao teu lado num dia em que era suposto ser eu a estar junto de ti?
Para facilitar, para facilitar, para facilitar... digo qualquer coisa. Mas sabes que posso dizer muita coisa da boca para fora sem sentir. Vai-me custar. Aliás, já me está a custar.
Dizes que não me queres magoar? Pois, temos pena...! É óbvio que sei que o que aconteceu entre nós foi uma coisa inesperada para ambos. Gostava muito de conseguir ser injusta e dizer que a culpa é toda tua e de te poder culpar de tudo o que aconteceu.
Não o faço, porque estas coisas não se controlam. Mas, pensando friamente, não achas que te devias afastar de mim? Não me sinto com força suficiente para ser eu a fazê-lo, mas depois de me teres dito claramente que, independentemente de tudo e do bem que eu te possa ter feito nestes últimos tempos, se ela quiser, voltas para ela... Que queres que eu diga? O que é que é suposto eu dizer? Sim, porque não consigo dizer nada.
Não me restam palavras nem acções. Apenas que me deixes sossegada. Deixa-me chorar sem me tentares confortar. É uma forma de reagir. E eu preciso de reagir. Como? Não sei.
Por muito que eu tenha dito noutras ocasiões que estava apaixonada, etc, etc. Só me recordo de me ter sentido assim uma vez. E na altura não reagi, nem sequer o admiti claramente. Não me lembro de ter chorado na altura, lembro-me claramente de ter deixado sair o meu mau feitio e de ter andado uns tempos insuportável. Resulta sempre. Mas, não é que esse gajo (o mau feitio), agora, resolveu tirar férias e não anda por cá...
Já se passaram uns dias desde esta conversa. Aparentemente parece que nada mudou entre nós. Mas mudou. Mudou em mim. Afinal, por onde anda a minha auto-estima? Tenho andado à procura dela, deve ter tirado férias, juntamente com o mau feitio.
Dói menos saber do que não saber, sabias?
Já me estava a fazer confusão a tua hesitação. Sim, porque eu esperei calma e serenamente que, finalmente, me contasses.
Se custou? Bastante.
Principalmente, porque sei que controlavas todas as minhas reacções. E eu sabia (e sei) que era uma altura para ser forte, porque se não o fosse só ia tornar as coisas piores. É muito difícil controlar as emoções e foi isso que eu passei aquela noite a fazer. E se calhar ainda o continuo a fazer hoje. Sorrio, quando não tenho vontade de o fazer. Não digo o que me vai cá dentro e que está a arder.
Queres saber o que sinto por ti? Já sabes, por isso para quê repetir? Assim é mais fácil, não?
Depois do que me disseste só uma parva não salta fora. Sim, porque deve ser mesmo isso que eu sou. Será que vou aguentar saber que se vai reaproximar de ti e vai estar ao teu lado num dia em que era suposto ser eu a estar junto de ti?
Para facilitar, para facilitar, para facilitar... digo qualquer coisa. Mas sabes que posso dizer muita coisa da boca para fora sem sentir. Vai-me custar. Aliás, já me está a custar.
Dizes que não me queres magoar? Pois, temos pena...! É óbvio que sei que o que aconteceu entre nós foi uma coisa inesperada para ambos. Gostava muito de conseguir ser injusta e dizer que a culpa é toda tua e de te poder culpar de tudo o que aconteceu.
Não o faço, porque estas coisas não se controlam. Mas, pensando friamente, não achas que te devias afastar de mim? Não me sinto com força suficiente para ser eu a fazê-lo, mas depois de me teres dito claramente que, independentemente de tudo e do bem que eu te possa ter feito nestes últimos tempos, se ela quiser, voltas para ela... Que queres que eu diga? O que é que é suposto eu dizer? Sim, porque não consigo dizer nada.
Não me restam palavras nem acções. Apenas que me deixes sossegada. Deixa-me chorar sem me tentares confortar. É uma forma de reagir. E eu preciso de reagir. Como? Não sei.
Por muito que eu tenha dito noutras ocasiões que estava apaixonada, etc, etc. Só me recordo de me ter sentido assim uma vez. E na altura não reagi, nem sequer o admiti claramente. Não me lembro de ter chorado na altura, lembro-me claramente de ter deixado sair o meu mau feitio e de ter andado uns tempos insuportável. Resulta sempre. Mas, não é que esse gajo (o mau feitio), agora, resolveu tirar férias e não anda por cá...
Já se passaram uns dias desde esta conversa. Aparentemente parece que nada mudou entre nós. Mas mudou. Mudou em mim. Afinal, por onde anda a minha auto-estima? Tenho andado à procura dela, deve ter tirado férias, juntamente com o mau feitio.
Domingo, Outubro 22, 2006
Já me disseste que se estás comigo por alguma razão é. Sim, eu continuo a perguntar-me dia após dia que razão é essa.
Que razão é essa que te traz para junto de mim por vezes tão estranho?
Que razão é essa que faz com que não percebas que há coisas que me magoam tanto?
Que razão é essa que faz com que, mesmo quando tu dizes que sabes que me estás a magoar, não fazes qualquer coisa para que aquilo que me magoa deixe de o fazer?
Que razão é essa que faz com que não me deixes sossegada? Não consegues estar longe de mim tal como eu tenho muita dificuldade em estar longe de ti. Mas porquê?
Tenho feito das tripas coração para não ser intransigente, para ser compreensiva, para te dar espaço para decidires o que é melhor. Mas se o que é melhor para ti (ou até mesmo o que é mais cómodo) sou eu, não te esqueças que também tenho sentimentos. E que, por vezes, bastam pequenos gestos que muitas vezes significam tudo... esses mesmos gestos que também podem magoar muito.
Não sei quanto mais tempo vou suportar a situação. Sabes (ou podes não saber) sou muito insegura. E sabendo que há qualquer coisa por aí... então nem queiras saber. Tudo serve para moer por dentro.
Não vou dizer: consigo suportar tudo, porque é óbvio que não consigo. Sei bem quando estás comigo e não estás. Nesses momentos, a minha vontade é desistir. Deixar cair e deixar de remar contra uma maré cuja dimensão eu desconheço. Aí sinto-me pequenina.
Tens conseguido nessas alturas dar-me a mão. É espantoso, nesses momentos quase que consegues fazer-me sentir especial. Mas, evitas falar no assunto, claro. Levas ao máximo o não quereres falar numa coisa que está sempre presente entre nós. Eu tenho-te dito que não dá para estar sempre a deparar-me com uma coisa intransponível, contra um fantasma.
Prefiro que me deixes sozinha do que estares comigo por frete ou com a cabeça noutro sítio, ou até noutra pessoa. É que, feliz ou infelizmente, olho para ti e percebo claramente quando falaste com ela ou quando estás simplesmente a pensar nela. Mesmo que eu não percebesse... tu não mentes bem e acabas sempre por, mais tarde ou mais cedo, me quereres compensar. Não há compensação possível.
Sei bem o meu lugar. Sempre o soube e agora não é excepção. Não pretendo ocupar o lugar de ninguém e posso dar-te 1001 razões que justificam não o querer fazer. E não, não aceitarei nunca (eu sei que nunca é uma palavra que não se diz) ser a outra. Prometi-o a mim mesma há muito tempo. Principalmente quando essa outra é alguém incógnito de quem tu evitas falar... para não me magoar, veja-se bem. É alguém do passado de quem só falaste para dizer bem. Uma pessoa perfeita. É óbvio que não sou ninguém ao pé da miss perfeição.
Se têm uma história mal resolvida... resolve-a e depois falamos... ou não falamos. Depois se verá.
De cada vez que te digo, friamente, que por mim, por ti e até por um "nós" (se é que isso existe) nos devíamos afastar, respondes-me dando mais um passo em direcção a mim. Por mais que repitas que me adoras, tenho para mim que devo ser uma espécie de prémio de consolação, de entretém. Se te disser isso até antecipo a tua resposta "no comments". Explica-me então porque estou errada (se é que estou).
Não escolhi sentir o que sinto. Mas posso escolher um dia destes desistir. Não é uma ameaça, porque não quero fazer ameaças, nem sequer é um aviso. É simplesmente uma constatação.
Que razão é essa que te traz para junto de mim por vezes tão estranho?
Que razão é essa que faz com que não percebas que há coisas que me magoam tanto?
Que razão é essa que faz com que, mesmo quando tu dizes que sabes que me estás a magoar, não fazes qualquer coisa para que aquilo que me magoa deixe de o fazer?
Que razão é essa que faz com que não me deixes sossegada? Não consegues estar longe de mim tal como eu tenho muita dificuldade em estar longe de ti. Mas porquê?
Tenho feito das tripas coração para não ser intransigente, para ser compreensiva, para te dar espaço para decidires o que é melhor. Mas se o que é melhor para ti (ou até mesmo o que é mais cómodo) sou eu, não te esqueças que também tenho sentimentos. E que, por vezes, bastam pequenos gestos que muitas vezes significam tudo... esses mesmos gestos que também podem magoar muito.
Não sei quanto mais tempo vou suportar a situação. Sabes (ou podes não saber) sou muito insegura. E sabendo que há qualquer coisa por aí... então nem queiras saber. Tudo serve para moer por dentro.
Não vou dizer: consigo suportar tudo, porque é óbvio que não consigo. Sei bem quando estás comigo e não estás. Nesses momentos, a minha vontade é desistir. Deixar cair e deixar de remar contra uma maré cuja dimensão eu desconheço. Aí sinto-me pequenina.
Tens conseguido nessas alturas dar-me a mão. É espantoso, nesses momentos quase que consegues fazer-me sentir especial. Mas, evitas falar no assunto, claro. Levas ao máximo o não quereres falar numa coisa que está sempre presente entre nós. Eu tenho-te dito que não dá para estar sempre a deparar-me com uma coisa intransponível, contra um fantasma.
Prefiro que me deixes sozinha do que estares comigo por frete ou com a cabeça noutro sítio, ou até noutra pessoa. É que, feliz ou infelizmente, olho para ti e percebo claramente quando falaste com ela ou quando estás simplesmente a pensar nela. Mesmo que eu não percebesse... tu não mentes bem e acabas sempre por, mais tarde ou mais cedo, me quereres compensar. Não há compensação possível.
Sei bem o meu lugar. Sempre o soube e agora não é excepção. Não pretendo ocupar o lugar de ninguém e posso dar-te 1001 razões que justificam não o querer fazer. E não, não aceitarei nunca (eu sei que nunca é uma palavra que não se diz) ser a outra. Prometi-o a mim mesma há muito tempo. Principalmente quando essa outra é alguém incógnito de quem tu evitas falar... para não me magoar, veja-se bem. É alguém do passado de quem só falaste para dizer bem. Uma pessoa perfeita. É óbvio que não sou ninguém ao pé da miss perfeição.
Se têm uma história mal resolvida... resolve-a e depois falamos... ou não falamos. Depois se verá.
De cada vez que te digo, friamente, que por mim, por ti e até por um "nós" (se é que isso existe) nos devíamos afastar, respondes-me dando mais um passo em direcção a mim. Por mais que repitas que me adoras, tenho para mim que devo ser uma espécie de prémio de consolação, de entretém. Se te disser isso até antecipo a tua resposta "no comments". Explica-me então porque estou errada (se é que estou).
Não escolhi sentir o que sinto. Mas posso escolher um dia destes desistir. Não é uma ameaça, porque não quero fazer ameaças, nem sequer é um aviso. É simplesmente uma constatação.
Sexta-feira, Outubro 06, 2006
Sabes as vezes que abri esta janela do blog para escrever sobre ti? Foram muitas.
E de todas elas. Optei por não escrever nem dizer nada. Porquê? Sei lá... suponho que tinha medo que fosse uma qualquer espécie de sonho e que ao escrever estaria a materializar e, logo, a acordar.
Acho que só realizei o que tenho vindo a sentir nos últimos dias com o teu silêncio ontem. Não conseguia estar mais tempo com a dúvida dentro de mim. De cada vez que te ias embora ficava a roer-me por dentro. Dizes que sou muito forte. Não acho que seja. Afinal que tipo de força é que eu tenho que demorou quase um mês a materializar-se em tom de pergunta.
Eu sei que podia não te ter perguntado, porque quem não quer saber as respostas... simplesmente não faz as perguntas. Sabes o que é que eu gostava neste momento? Nem eu sei bem. Se gostava de apagar o que vivemos. Não, não seria capaz de o fazer. Gostava apenas de me deitar e dormir umas semanas e acordar e não me lembrar da noite de ontem. Ainda te consigo ouvir dizer: adoro-te miúda.
Dispenso aquelas frases banais como: gostava que fosse diferente. Nem me vou queixar dizendo que comigo é sempre assim. É um facto, é sempre assim. Mas não me quero queixar. Só quero uma coisa simples, que me deixem chorar.
E de todas elas. Optei por não escrever nem dizer nada. Porquê? Sei lá... suponho que tinha medo que fosse uma qualquer espécie de sonho e que ao escrever estaria a materializar e, logo, a acordar.
Acho que só realizei o que tenho vindo a sentir nos últimos dias com o teu silêncio ontem. Não conseguia estar mais tempo com a dúvida dentro de mim. De cada vez que te ias embora ficava a roer-me por dentro. Dizes que sou muito forte. Não acho que seja. Afinal que tipo de força é que eu tenho que demorou quase um mês a materializar-se em tom de pergunta.
Eu sei que podia não te ter perguntado, porque quem não quer saber as respostas... simplesmente não faz as perguntas. Sabes o que é que eu gostava neste momento? Nem eu sei bem. Se gostava de apagar o que vivemos. Não, não seria capaz de o fazer. Gostava apenas de me deitar e dormir umas semanas e acordar e não me lembrar da noite de ontem. Ainda te consigo ouvir dizer: adoro-te miúda.
Dispenso aquelas frases banais como: gostava que fosse diferente. Nem me vou queixar dizendo que comigo é sempre assim. É um facto, é sempre assim. Mas não me quero queixar. Só quero uma coisa simples, que me deixem chorar.
